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Eufemismo de um sonho a dois

Gostei demais dessa poesia. Acho que são palavras sinceras, sonoras e incorruptíveis. Espero que gostem. Eufemismo de um sonho a dois Os frutos que desejamos Serão ainda mais saborosos Que um quê de peculiaridade. Perfume sim, exalarão, Mas o cheiro trará saudade De algo que nunca existiu. Em todos os alvores Dos dias mais ensolarados, Sei que tu me esperas. Por isso digo palavras estéreis E ponho-me a velejar Na tua direção. Mas não tenho vela, nem barcos, Nem remos imateriais. Acarinho um profundo anelo De enfim te conhecer. Quero descobrir, sobretudo O amanhecer das tuas carícias. Relembrando teus olhos, Há pouco peguei tudo Que era de nós dois E espalhei por um mar de afeto, Construído do concreto Sonho de me encantar. Mas e se eu te fizer velejar, Desfrutar das maravilhas Que a realidade oferece? Conseguirei segurar tua mão? Será que os longínquos dedos Formarão algum entrelace? Por irremediável ação Das leis que...

Momento Musical # 6 : Vanessa da Mata - Longe Demais

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Vê se podemos ficar tanto tempo sem um momento musical? Claro que não! "Te quis pra minha vida, todo o tempo esperei E vida agora está em torno de você Amanhã é longe demais Pra quem não tem a eternidade"

Yet Heart Beats Appear Missing

Yet Heart Beats Appear Missing Can I somehow transcend the senses Move in imperfect tenses, Trying to slow down the time? Or whilst I read those verses Gently, yet firmly inked, In a dream of orange softness You’ve oppositely decided That your most profound fantasies Include body, but not mind? I have nothing to offer Besides love, living, loyalty And an ideal we both construct. So can you gaze into this image Knowing that words are a bless, Yet life is a mutual guess? My heart accelerates its beating And my  feelings get closer to blue. Yet heart beats appear missing When I am in the presence of you...

Poema das semanas felizes

Poema das semanas felizes Não há nada mais belo  do que a oportunidade  de escrever diariamente  os versos que compõem  a poesia da própria vida.

Dogmático

Poesia de muito tempo atrás, da qual gosto muito. É daquelas que sai como flores amarelas dispersas sobre um gramado verde: sua beleza surge da simplicidade! Espero que gostem: Dogmático Sei Que se um dia A lágrima caiu É porque já fui rei De um reino De paixão Gastei Todos os meus carinhos Fiz de tudo que pedias Dei-te as horas Dos meus dias Sem nem mesmo Reclamar Criei O mundo mais aconchegante Com estrelas e horizontes Mas não podias Nem me ouvir Tentei Trazer-te os mais Belos presentes E as palavras Mais completas Consegui só Desilusão Rumei Em direção A outros cantos Procurando Nos meus prantos Algo que me fizesse Dar outras risadas Encontrei Na vida um motivo: Se hoje o sal Amarga o rosto Amanhã estarei disposto A te amar uma vez mais

S.M.R. II

S.M.R. II Por que meu corpo suspira quando você desfila seus passos marcando o ritmo do meu coração? Eu sinto palpitar minha vida sai pela boca, e boca a boca ganha mais cor e mais emoção. Sei que eu não ofereço muito, que o que tenho é um pouco do que eu sou. Mas será talvez que esse pouco, que declamo mesmo rouco, soma-se muito e faz-se amor? Eu ainda me abalo mesmo que seja eu quem cause a dor de te imaginar: dor que dói de madrugada quando desperto e os meus sonhos desvanecem-se pelo ar. Hoje sinto que meu querer constrói-se pelo céu laranja. E que a força dele é muita pois me leva a te encontrar. Já que a frequência de te ver diminui a olhos vistos eu te presenteio estes versos (para que por você sejam revistos)

S.M.R. I

S.M.R. I Desejo que me desperta quando em vigília se prolonga: traz lembranças intensificadas da  elegância dos movimentos. Minha vida, meu desejo intempestivo. Corre vagarosamente. Traz permanente regozijo dos instantes imemoriais. Sei que o que é par reside adiante, e que destoa do toque intransigente. Persigo um desejo de longos anos: vejo o escoar das mãos longínquas delineando o corpo incandescente.