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14 anos-luz

14 anos-luz Da janela, o brilho das estrelas ofusca meus olhos Enquanto sons etéreos inundam meus ouvidos. Os meus pensamentos são fixos e vigorosos, Revelando reminiscência de antigos desejos Durante o dia pensei sobre a vida e a morte Enquanto recolhi consternados sentimentos  Cujos cheiros e cores não são mais acessíveis E nem mais passíveis de recordação Minhas certezas tornaram-se dúvidas Porque não me sobraram razões ou modelos . Sei o que sou. Mas o que me tornarei, Se falta-me bravura, valor e capacidade? Ainda que eu diga sonhar com a mudança Meus atos denotam colorido contrasenso. Vejo tua face tecer eloquentes espirais Mas a noite se repete, e teus sorrisos não são meus.

Verbo Sensar

Verbo Sensar Quis conciliar  o pensar e sentir: criei o verbo sensar! Eu senso, t u sensas, ele sensa, n ós sensamos, vós sensais, e les sensam... Por mais que eu viva muitos segundos minhas prerrogativas cognitivas revelam-me sem o menor desvelo que tudo que me resta é aprender.

Soneto dos Olhares Perdidos

Olás, bravos transeuntes deste espaço de coisas poéticas! Como vão? Posto hoje alguns versos sobre a contemplação. Contemplar é um ato belo e necessário! Soneto dos Olhares Perdidos Quando teu rosto divergiu meus pensamentos E em sobressalto, assaltou os meus sentidos Tornou amenos todos meus argumentos Ao confrontá-los os lábios enternecidos Quando a lembrança do amor não esquecido Teimou mover meu coração envelhecido Nenhum motivo garantiu o meu sustento Nem a certeza impulsionou meu movimento Se teus olhares algum dia se perdessem E já perdidos, os olhos nossos se encontrassem Talvez então com valentia eu lhe contasse Que muitas vezes meus olhares se perderam E em todas elas meus desejos te encontraram Nas tantas vezes que contemplei a tua face

S.M.R. IV (final)

Olás! Essa é a última poesia da série S.M.R. Se vocês quiserem reler (ou ler) as anteriores, aqui estão:  S.M.R. I ,    S.M.R. II  e   S.M.R. III . Gosto muito desta série de poesias, e finalmente chegou a hora de postar a última! Nos próximos dias, devo postar uma outra poesia já encaminhada, que provavelmente dever ser seguida por um texto (sim, talvez tenhamos textos por aqui também...). bom, espero que gostem! S.M.R. IV (final) Olhe eu fiz de tudo ao meu alcance para que teu corpo nos meus braços pudesse se abrigar Mas o relance dos teus passos ao desfilar tamanha graça me fez compreender Que o laranja dos meus sonhos não perfaz o firmamento do que é o teu querer Austero eu sei que teus encantos não retribuem sentimentos nem me permitem sorrir E por gostar-te enormemente eu digo sinceramente: vá com paz quando partir.

Pense Antes de Retribuir Abraços

Olás, meus caros leitores! Vocês já pensaram nas consequências de um abraço? Acho que não tem nenhuma, mas é boa causa para poetisar. Espero que gostem: Pense Antes de Retribuir Abraços e se a minha alma conseguir, dizer e a minha mente te erigir, meu bem a minha boca é um portal, que vai a algum lugar bem longe, e então o rosto teu faz dissipar, e a cor é antes fim que se imagina, e assim a causa é antes sentimento, e se o olhar mais terno se mostrar, e for o meu intuito mais sincero, e sem o amargo gosto de um porém, você a face fizer meiga e enfim, o chão a estes pés não fenecer, irei a teu encontro e com valor, serei o outro olhar que te faltou.

S.M.R. III

De sopetão: SMR III Seus olhos são únicos. combinam solitude e vontade de amar e viver. Fazem-me querer dar as mãos, percorrer juntos a jornada de mais um. Será isto miragem ou verdade e vislumbre de um céu cor de fruta? (Porque solstícios são, sempre foram teus lábios.) Olhei ao meu redor, compreendi muito pouco. senti um grande espaço, grande falta de você. Falta da intensidade das contemplações e divagações, juízos e sensações, angústias, porquês e olhares tímidos. (E vontades não relatadas.) Pouco, louco, rouco e consoante... Falta-me mais que um passo um abraço grande demais, e sobretudo desajeitado demais  para que não seja sincero. Até mesmo pedaços de um sentimento me sustém: Respiro e repito teu nome, Mesmo que a chuva abafe o som.

Se Eu Viver Uma Semana

Se Eu Viver Uma Semana Eu morrerei em uma quinta Se de sete dias e noites Minha vida se compor. De uma segunda serei filho, E falarei luz ao nascer. Não exaltarei o mesmo relógio Que determinou o ritmo Dos anos da vida comum. Infância da minha manhã, E tarde da minha adolescência. De toda aquela extensão Que conseguirei expor. Que um dia só é o bastante Para me tornar o alguém que sou. E à noite eu irei sonhar. Na terça completarei O que me faltar contemplar. Não em tempo, nem desgosto, Tampouco fortuna ou insensatez. Mas em gostar daquelas pessoas Que alegre concedi, Com um gosto indescritível. Metade de cada hora, E à noite eu irei amar. No domingo eu pensarei O que será da minha quarta. E nele refletirei os erros Que cometi nesta louca semana De levantar em saltos das quedas. Chorar sei que vou, derradeiro Incerto, mas determinado A ser tudo que me propus. E à noite eu irei sorrir. Na quarta irei fazer O que é tão difícil ser capaz De consegu...